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terça-feira, 17 de setembro de 2013

Relato parto do Tobias

Parto normal pélvico




Desta vez os sinais começaram mais cedo, agora eu vejo que já eram sinais, mas na hora não dei muita atenção.

No domingo dia 05 de maio de 2013 observei pela manhã um pequeno sangramento mas não tinha nenhuma dor, apenas um pequeno incômodo nas costas e na região da barriga na parte de baixo, tal incômodo eu já vinha sentindo algumas vezes desde o dia 8 de abril. E mesmo assim eu convidei meu marido para irmos juntos ao hospital, estávamos preocupados pois o bebê estava na posição pélvica, até o último ultrassom feito com 36 semanas(34 semanas e 5 dias pelo ultrassom). No dia seguinte, dia 6 de maio, seria feito um novo ultrassom e assim marcado o melhor dia para a cesárea.

A possibilidade do bebê se virar para posição cefálica era muito remota, mas os servos do grupo de oração Hosana da renovação carismática, haviam profetizado que seria parto normal e além disso um dos servos em particular nos afirmou que o parto iria ser bem rapidinho. Isso nos levou a refletir que se esse discernimento profético particular estivesse correto, então o parto seria mais rápido que o da nossa primeira filha.

Então eu e meu marido rezávamos todos os dias  pedindo pelo momento do parto, e eu pedia para que o parto fosse igual ao parto de Jesus. Então fiz a novena do Pai eterno e a das mãos ensanguentadas de Jesus. Sendo que quando senti medo rezei a novena do frei Galvão e logo o medo passou,  rezávamos também o terço Mariano todos os dias.

No hospital informei a enfermeira que o bebê estava sentado até último ultrassom, ela me examinou e disse que aparentemente ainda estava sentado, mas não lhe pareceu que  nasceria naquele dia, e como eu veria o médico no outro dia, ela pediu-me para voltarmos para casa, e que eu retornasse caso tivesse um novo sangramento.

Neste dia tínhamos combinado de tirar fotos, dos  meus nove meses de gravidez, no museu ao ar livre de Orleans SC. E já que eu não tive um novo sangramento e também não tinha dores, então fomos à tarde na casa de meu irmão Mauro, e depois do café fomos tirar algumas fotos.

Naquele dia senti que o bebê estava mais pesado e parecia também que ele estava mais para baixo, acho que foi neste dia que ele encaixou! Havia apenas um pequeno incomodo nas costas e na barriga bem em baixo(isso já vinha acontecendo comigo, de vez em quando desde o dia 8 do mês de abril).

Andei das 15:30 horas até quase às 17:00 horas, tirando fotos e passeando tranquilamente pelo museu, e por incrível que pareça eu estava me sentindo ótima. No final do dia, já em casa, senti uma pequena cólica que parou logo que tomei banho quente.


Na última consulta do pré - natal, Eu cheguei a questionar meu médico, sobre o que fazer se o neném quisesse nascer antes deste novo ultrassom e ele me disse que faria ultrassom na hora e a Cesária se fosse o caso.


Naquele mesmo dia 05 de maio de 2013, meu marido já prevendo que algo poderia acontecer ligou para o hospital, por volta das 19:00 horas, afim de saber se o médico estava de plantão e se ele viria me atender durante a noite, caso fosse preciso. Depois ligou para minha sogra vir dormir em nossa casa, para fazer companhia para minha filha de 2 anos, para garantir que tudo ficaria bem se fossemos ao hospital naquela noite. 


Dito e feito, ás 00:20 horas, acordei com cólicas e fui ao banheiro, e quando passaram voltei para cama, mas foi então que deram novamente, com isso chamei meu marido. Logo nos preparamos e fomos para o hospital.


Chegamos lá próximo das 1 hora da manhã e contei para o médico plantonista sobre o sangramento no dia anterior, sobre a posição do bebê e as dores que eu estava sentindo. Fizemos as contas e eu estava  tendo contrações a cada dez minutos. A enfermeira ouviu o coração do bebê e com as mãos na minha barriga acompanhou a dor para ver se era realmente contrações, o médico me examinou (não era o meu médico, nem ginecologista e nem obstetra) não tinha ainda dilatação, então ele ligou pro meu médico vir.


Após isso, veio nos dizer que era para eu ficar em observação até de manhã quando chegaria o obstetra. Quando ouvi que o médico chegaria apenas pela manhã fiquei triste, pois ficaria sentindo dor até de manhã para depois ainda fazer cesárea. Chegamos a cogitar a possibilidade de irmos a outro hospital mas depois decidimos ficar.


A enfermeira nos encaminhou para um quarto, eu ficava um pouco andando e um pouco deitada para o lado esquerdo, então começamos a contar o tempo entre uma contração e outra, deu 8 minutos, depois 6, então o meu marido(Ronald) chamou a enfermeira, e ela me examinou novamente e estava 4 cm de dilatação, ela chamou novamente o médico que se pôs a caminho. A enfermeira achou por bem me deixar preparada para a cesárea. Fiquei contente em saber que mesmo nascendo por cesárea nasceria no momento certo, eu não queria fazer cesárea agendada sem que o bebê estivesse maduro o suficiente. Voltei para o quarto, as contrações estavam cada vez mais próximas até que rompeu a bolsa, agora estava com 7cm de dilatação.

Então fui andando até a sala de pré-parto, (não permitiram a entrada do meu marido) Subi na cama então deu novamente a contração e senti  necessidade de ficar de cócoras,  sendo que depois do rompimento da bolsa as contrações se tornaram mais doloridas mas foi apenas 2 ou 3,e logo a sensação mudou para a necessidade de fazer força, meu corpo me obrigava a fazer força, então eu me desesperei pois sabia que o bebê estava sentado e estava prestes a nascer de parto normal assim mesmo e sem a presença de um médico.

Chamei com toda a força pela enfermeira, que por graça de Deus fazia parte do Grupo de Oração “Hosana”. Ela chegou e disse para eu não fazer força, eu falei gritando que o bebê queria nascer agora e meu corpo, mesmo sem eu querer estava me obrigando a fazer força. A enfermeira viu que o bebe estava nascendo , aí ela gritou para outra enfermeira que o bebe iria nascer pélvico. 

Ouvi ela dizendo consigo mesma “Meu Deus!  cuida de tua serva, o Senhor deixou ela chegar até aqui agora é contigo”.

Acionaram uma campainha chamando toda a equipe, não deu tempo nem de pegar maca, me carregaram nos braços até a sala de parto... saiu primeiro a bundinha e a enfermeira falou que nasceu fazendo “xixi”, mas quando faltava apenas a cabeça meu corpo já não me pedia para fazer força, tive que fazer força voluntariamente, mais do que estava fazendo antes. Ele nasceu mas não chorou, precisavam aspirar o líquido de seus pulmões, mas o aparelho não ligava, meu desespero foi maior ainda, mas depois de alguns segundos funcionou. Ele chorou, que alivio! Depois o colocaram sobre o meu peito e ele ficou calmo, ele me parecia tão pesado...


Ele o Tobias, nasceu às 2:22 horas do dia 6 de maio de 2013, com trinta e nove semanas completas, três quilos e cem gramas com 46 cm de comprimento e perímetro cefálico de 36 cm, sua nota Apgar foi de 8 no primeiro minuto e 9 no quinto minuto. Precisei fazer força mais uma vez ainda para sair a placenta.  E o médico chegou depois que tudo já tinha acabado.


Graças a Deus ocorreu tudo bem, muito rápido, e com menos dor que o parto da minha primeira filha. que eu já lhes relatei, aqui no blog.  A enfermeira até brincou: “Vocês queriam tanto que fosse parto normal pois Deus atendeu”.


Deus realmente nos surpreende, a gente tem a mania de pedir o milagre e fantasiar de como vai acontecer, eu confesso que mesmo contra todas as evidências eu ainda esperava que neste último ultrassom o bebê estaria na posição cefálica, apropriada para o parto normal, mas Deus quis que o Tobias Rafael nascesse sentado mesmo.


A recuperação do parto normal é muito melhor e mais rápida que uma cirurgia cesárea.


Louvado seja o nosso senhor Jesus Cristo

Para sempre seja louvado!


Nossa senhora do bom parto, rogai por nós.

Amém.

 PS:. Toda mulher saudável consegue ganhar seu bebe de parto normal, o próprio corpo vai mandando os sinais sobre o que fazer, a vontade de fazer força, por exemplo, é algo que vem naturalmente, basta ficar atenta aos sinais e ajudar o seu corpo ficando calma. Se a bolça ainda não tiver rompido  é  bom sempre caminhar durante o trabalho de parto, e quando se deitar que seja para o lado esquerdo.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Para meditar: “Mães Más”



O Dr. Carlos Hecktheuer, médico psiquiatra, publicou uma interessante reflexão, que transcrevo aqui para os pais:
“Um dia, quando meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães, eu hei de dizer-lhes: Eu os amei o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que horas regressarão.
Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.
Eu os amei o suficiente para fazê-los pagar as balas que tiraram do supermercado ou revistas do jornaleiro, e fazê-los dizer ao dono: ‘Nós pegamos isto ontem e queríamos pagar.’
Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé junto de vocês, duas horas, enquanto limpavam o seu quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.
Eu os amei o suficiente para deixá-los ver, além do amor que eu sentia por vocês, o desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos.
Eu os amei o suficiente para deixá-los assumir a responsabilidade das suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.
Mais do que tudo, eu os amei o suficiente para dizer-lhes ‘não’, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso (e em certos momentos, até odiaram).
Essas eram as mais difíceis batalhas de todas. Estou contente, venci... Porque no final vocês venceram também! E em qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães, quando eles lhes perguntarem se sua mãe era má, meus filhos vão lhes dizer:
Sim, nossa mãe era má. Era a mãe mais má do mundo...
As outras crianças comiam doces no café e nós tínhamos que comer cereais, ovos e torradas.
As outras crianças bebiam refrigerantes e comiam batatas fritas e sorvete no almoço e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas. E ela nos obrigava a jantar à mesa, bem diferente das outras mães que deixavam seus filhos comerem vendo televisão.
Ela insistia em saber onde estávamos a toda hora (ligava para o nosso celular de madrugada) e ‘fuçava’ nos nossos e-mails. Era quase uma prisão.
Mamãe tinha que saber quem eram nossos amigos e o que nós fazíamos com eles. Insistia que lhe disséssemos com quem íamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos.
Nós tínhamos vergonha de admitir, mas ela ‘violava as leis do trabalho infantil’, pois tínhamos que tirar a louça da mesa, arrumar nossas bagunças, esvaziar o lixo e fazer todos esses trabalhos que achávamos cruéis. Eu acho que ela nem dormia à noite, pensando em coisas para nos mandar fazer no outro dia.
Ela insistia sempre conosco para que lhe disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade, E quando éramos adolescentes, ela conseguia até ler os nossos pensamentos.
A nossa vida era mesmo chata. Ela não deixava os nossos amigos tocarem a buzina para que saíssemos; tinham que subir, bater à porta, para ela os conhecer. E, enquanto todos podiam voltar tarde, à noite, tendo apenas 12 anos, tivemos que esperar até os 16 para chegar um pouco mais tarde, e aquela chata ainda se levantava para saber se a festa foi boa (só para ver como estávamos ao voltar).
Por causa de nossa mãe, nós perdemos imensas experiências na adolescência: nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime. Foi tudo por causa dela!

Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos a fazer o nosso melhor para sermos ‘pais maus’, como minha mãe foi.”
Eu acho que este é um dos males do mundo de hoje: omissão. Falta de amor!

Fonte: Livro Prof. Felipe Aquino “EDUCAR PELA CONQUISTA E PELA FÉ”,editora Cléofas, 12ª edição,pag.87. 

quarta-feira, 7 de março de 2012

Testemunho: O nascimento de uma mãe! Parte III

A história de como Deus foi me preparando para o grande dia em que realizaria a minha maior vocação: Ser Mãe.
                    
Mais ou menos dia 17 de agosto comecei a sentir umas cólicas e tomei paracetamol pensando que fosse cólica menstrual, mas elas continuaram, depois comecei ter enjôos e observei que meus seios estavam maiores e doloridos, perdi o apetite, minha barriga ficava enorme depois de comer e se atrasasse uma refeição doía o estomago, parecia estar com rinite alérgica, eu espirrava muito e meu nariz trancava á noite. Mais tarde comecei a sentir que meu corpo estava (creio eu) 0,5 grau mais quente e comecei também ter que levantar no meio da noite para ir ao banheiro.

 Pensei que poderia estar doente, pois isso tudo não passava, então no final do mês tentei marcar uma consulta pela cooperativa, mas só tinha vaga no dia 15 de setembro.

 Eu tentava não pensar na hipótese de gravidez porque não queria criar falsas esperanças. Quando consultei no dia 15 de setembro, o médico pediu um teste de gravidez e outros exames relacionados aos sintomas.

Antes de pegar os resultados minha sogra me emprestou um livro sobre cura interior na gravidez e após o nascimento,O filho que todos  os pais desejariam ter(Pe. Alair Sanagiotto, scj)15ª edição, quando eu li o capítulo que falava sobre os sintomas mês a mês da gravidez, era realmente tudo o que eu estava sentindo e já estava no 2º mês. Mas mesmo assim quis esperar o resultado do exame para depois me alegrar. E como presente de Deus, em 2 anos de casamento eu tinha em minhas mãos o teste de gravidez POSITIVO.


Agora era de verdade, estávamos esperando nosso primeiro bebê, não tenho palavras para descrever tamanha era a alegria, e também a ansiedade de ver a barriga crescendo, sentir o neném mexer, ouvir o coração...

No dia 24 de setembro, primeira consulta do pré-natal, já estava com mais ou menos 9 semanas, ouvi pela primeira vez o coração batendo, foi uma emoção bem grande, batia bem rápido uns 200 batimentos por minuto.

 No quarto mês a barriga começou parecer, eu procurava usar vestidos que evidenciassem mais a barriga, pois estava muito contente.

No quinto mês o tão esperado morfológico, e finalmente ficamos sabendo o sexo do bebê, era uma menina bem saudável e se parecia comigo. Realmente Deus precisava primeiro curar o meu coração para acolher a nossa primeira filha.

Escolhemos o nome Elena Maria Lorenzi, Elena em homenagem a Beata Elena Guerra (a apostola do Espírito Santo) e Maria, a mãe do nosso Senhor Jesus Cristo e Lorenzi é o sobrenome do meu Esposo.

Agora era só esperar para o grande dia...

CONTINUA...

 Jesus, Maria e José, nossa família vossa é!!!

sexta-feira, 2 de março de 2012

Testemunho: O nascimento de uma mãe! Parte II



A história de como Deus foi me preparando para o grande dia em que realizaria a minha maior vocação: Ser Mãe.
  
Depois disso, voltei na médica no dia 25 de maio de 2010, ela fez um ultra-som e viu que tinha um folículo dominante e disse que eu ovularia naquela semana, e que era para eu voltar em 7 dias. E no dia primeiro de junho, estava eu de volta, tinha cumprido as recomendações.

A médica me examinou com o ultra-som, e achou que eu poderia estar grávida. Saí do consultório radiante, e contei para o Ronald, que ficou feliz, mas “com os pés mais no chão” do que eu, mesmo assim ele dirigiu com mais cuidado, a moto, no caminho de volta para casa. A alegria era muito grande em saber que nosso primeiro neném estava a caminho.

Até que aconteceu o que eu não queria, comecei a sentir algumas cólicas fiquei torcendo que fosse da gravidez, mas no dia 13 de junho de 2010, fui ao banheiro e estava com sangramento, fechei a porta e chorei bastante, eu tinha criado tantas expectativas, estava tão feliz... O Ronald veio falar comigo, e perguntou se estava tudo bem, falei o que tinha acontecido, e ele me abraçou dizendo para eu ficar calma, que nós íamos conseguir, mais tarde ele me disse que lhe cortou o coração, me ver chorando daquele jeito.

Fui me confessar novamente com o Padre Antonio Vander ele disse que era pra eu ter calma e esperar o tempo de Deus que eu ia conseguir engravidar.

E desde maio comecei a me confessar todos os meses e realmente é um sacramento de cura.

Voltei na médica dia 24 de junho para dizer que não havia engravidado, ela então queria convencer meu marido a fazer o espermograma, mas nós recusemos, preferimos deixar tudo nas mãos de Deus.

Então dia 20 de julho de 2010, decidimos ir em outra médica, e essa me disse, que eu deveria primeiro esperar fazer mais de um ano para depois então me pedir alguns novos exames, mas eu falei:

- Não! Eu quero fazer os exames agora!

Ela sorriu e me disse:

- Ta bom.

E assim ela me mandou fazer vários exames, que não me lembro o nome agora, de 3 a5 dias depois da menstruação. ERA SÓ ESPERAR...

CONTINUA... 


quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

A Mulher na Família: A Esposa e Mãe - Sol do Lar Doméstico

Discurso do Papa Pio XII aos Recém Casados >> A Mulher na Família: A Esposa e Mãe - Sol do Lar Doméstico

Discurso do Papa Pio XII aos Recém Casados
Pio XII e a Família Cristã
LVIII - A Mulher na Família
II – A Esposa e Mãe – Sol do Lar Doméstico
11 de Março de 1942

No curso de vossa vida, amados recém casados, a lembrança que conservareis da casa do Pai Comum e da sua bênção apostólica os acompanhará como doce consolo e presságio no caminho que começareis com tantas esperanças, sob a proteção divina, em um tempo tão complicado como o presente, em direção a uma meta que apenas os deixa adivinhar a escuridão do futuro. Mas diante dessa escuridão vosso coração não tem medo, os impulsionam o ardor e a audácia da juventude; a união dos espíritos e dos desejos dos passos da vida, o mesmo caminho que pisais, não os perturbam a tranqüilidade do espírito, mas os renovam e dilatam. Sois felizes dentro de vossos lares; não vedes escuridão; a família tem um sol próprio: a esposa. Ouvi como dela nos fala a escritura: “A graça de uma mulher cuidadosa rejubila seu marido, e seu bom comportamento revigora os ossos. É um dom de Deus uma mulher sensata e silenciosa, e nada se compara a uma mulher bem educada. A mulher santa e honesta é uma graça inestimável; não há peso para pesar o valor de uma alma casta. Assim como o sol que se levanta nas alturas de Deus, assim é a beleza de uma mulher honrada, ornamento de sua casa”.[1]

Sim, a esposa e mãe é o sol da família. Sol com sua generosidade e submissão, com sua constante prontidão, com sua delicadeza vigilante e previdente em tudo o que serve para tornar alegre a vida ao marido e aos filhos. Em torno dela difunde-se luz e calor; e costuma-se dizer então que um matrimônio é bem-aventurado, quando cada um dos cônjuges, ao contraí-lo, mira fazer a felicidade não própria, mas da outra parte; este nobre sentimento e esta intenção, embora dizendo respeito a ambos, é porém antes de tudo virtude da mulher, que nasce com as palpitações de mãe e com a maturidade de coração; aquela maturidade que, se recebe amargura, não quer dar senão alegria; se recebe humilhações, não quer dar senão dignidade e respeito; à semelhança do sol que alegra a manhã nebulosa, com seus albores e doura os ninhos com raios de seu ocaso.

A esposa é o sol da família pela clareza de seu olhar e pela chama de sua palavra; olhar e palavra que penetram docentemente na alma, dobram-na e a enternecem e a solevam fora do tumulto das paixões, e reclamam para o homem a alegria do bem e da conversação familiar, depois de um longo dia de contínuos, por vezes penosos trabalhos profissionais ou campestres, ou de imperiosos afazeres do comércio ou da indústria.

Seu olhar, seus lábios lançam lume e têm um acento de mil fulgurações em um luzir, mil afetos em um som. São lampejos e sons que saem do coração da mãe, criam e vivificam o paraíso da infância, e sempre irradiam bondade e suavidade, ainda quando avisam e reprovam, porque os ânimos juvenis, que mais forte sentem, mais intimamente e profundamente acolhem os ditames do coração.

A esposa é o sol da família com sua cândida naturalidade, com sua digna simplicidade e com seu decoro honesto e cristão, tanto no recolhimento e na retidão do espírito, como na sutil harmonia de seu comportamento ou de seu vestido, de seu ajustamento e atitude, ao mesmo tempo reservados e afetuosos. Sentimentos leves, delicados acenos do rosto, ingênuos silêncios e sorrisos, um condescendente movimento de cabeça, dão-lhe a graça de uma flor eleita e simples, que abre suas corolas para receber e refletir as cores do sol.

Oh! se vós soubésseis que profundos sentimentos de afeição e reconhecimento tal imagem de esposa e de mãe suscita e imprime no coração do pai e dos filhos!

Ó anjos, que guardais a casa e escutais suas preces, espargi de perfumes celestes este lar de felicidade cristã!

Mas se suceder que a família permaneça sem este sol, como será? Se a esposa continuamente e a cada circunstância, mesmo nas relações mais íntimas, não titubeia em fazer sentir quantos sacrifícios lhe custa a vida conjugal? Onde está sua amorosa doçura, quando com uma excessiva dureza na educação, com uma excitabilidade mal dominada e uma irritante frieza no olhar e na palavra sufoca nos filhos o sentimento e a esperança de encontrar alegria e feliz paz junto da mãe?

Quando ela não faz senão perturbar triste e amargamente, com voz áspera, com lamentos e reprovações, a confiante convivência no círculo familiar? Onde está a generosa delicadeza e o terno amor, quando ela, em vez de criar com natural simplicidade e prudente uma atmosfera de agradável tranqüilidade na casa, toma ares de irrequieta, nervosa e exigente senhora, bem de moda hoje?

Seria isso difundir benévolos e vivificantes raios solares, ou é antes um esfriar, com vento glacial o jardim da família? Quem não se maravilhará então se o homem, não encontrando naquele lar o que o atraia, retenha e conforte, afaste-se o mais que puder, provocando semelhante afastamento da mulher, da mãe, quando o afastamento da mulher já não tenha preparado o afastamento do marido; um e outra indo-se assim à procura, fora – com grave perigo espiritual e com dano para a união familiar – do sossego, do repouso, do bem-estar, que lhes não concede a casa? Em tal estado de coisas os mais desventurados a sofrer são, fora de qualquer dúvida, os filhos! Eis ó esposas, até onde pode chegar a vossa parte de responsabilidade para a concórdia da felicidade doméstica.

Se ao vosso marido e ao seu trabalho cabe procurar e estabelecer a vida do lar, a vós e ao vosso cuidado cabe ajustar o conveniente bem-estar e providenciar a pacífica serenidade comum de vossas duas vidas. Isto é para vós não somente uma obrigação de natureza, mas também um dever religioso e uma obrigação da virtude cristã, para o vigor de cujos atos e de cujos méritos vós crescereis no amor e na graça de Deus.

“Mas – dirá talvez alguma dentre vós – desta maneira nos pede uma vida de sacrifício!”. Sim; a vossa é vida de sacrifícios, mas não somente de sacrifícios. Acreditais vós, por acaso, que aqui embaixo se possa gozar de uma verdadeira e sólida felicidade? Que em algum ângulo deste mundo se encontre a plena e perfeita beatitude do paraíso terrestre? E pensais talvez que vosso marido não deva também ele sacrificar-se, por vezes gravemente, para conseguir um pão honrado e seguro para a família? Exatamente estes mútuos sacrifícios, suportados juntos e em comum vantagem, dão ao amor conjugal e à felicidade da família a sua cordialidade e estabilidade, sua profundidade santa e aquela especial nobreza que se exprime no mútuo respeito dos cônjuges e os exalta no afeto e no recolhimento dos filhos.

Se o sacrifício materno é o mais agudo e doloroso, a virtude do alto os tempera. De seu sacrifício a mulher aprende a compaixão às dores alheias. O amor para a felicidade de sua casa não a fecha em si; o amor de Deus, que a exalta no seu sacrifício acima de si, abre-lhe o coração a toda piedade e a santifica.

“Mas - objetar-se-á talvez ainda – a moderna estrutura social, operária, industrial e profissional, leva em grande número a mulher, também as casadas, a sair de fora do lar, da família e a penetrar no campo do trabalho e da vida pública”. Nós não o ignoramos, queridas filhas. É muito duvidoso se essa condição de coisas constitui para uma mulher casada o que se diz do ideal. No entanto, é preciso ter presente o fato. Com tudo a Providência, sempre vigilante em seu governo da humanidade, inseriu no espírito da família cristã forças superiores que servem para mitigar e vencer a dureza de um tal estado social e obviar os perigos, que indubitavelmente em si escondem.

Não tendes vós talvez observado como o sacrifício de uma mãe, que, por especiais motivos, deve além de seus deveres domésticos, se engenha para buscar, a custa de um duro trabalho cotidiano o sustendo da família, não somente conserva, mas alimenta e aumenta nos filhos a veneração e o amor para com ela, e obtém seus reconhecimentos por suas angústias e fadigas, quando o sentimento religioso e a confiança em Deus constituem o fundamento da vida familiar?

Se tal é o caso no vosso matrimônio, com plena confiança em Deus, o qual ajuda sempre quem o teme e o serve, ajuntai, nas horas e nos dias que podeis dar inteiramente aos vossos entes queridos, um redobrado amor e um ciumento cuidado, não somente para assegurar à verdadeira vida da família o mínimo indispensável, mas também para deixar que de vós procedam no coração do marido e dos filhos tantos luminosos raios de sol, que confortem, fomentem e fecundem, também nas horas da separação exterior, a espiritual união do lar.

E vós, esposos, colocados por Deus como cabeça de vossas esposas e de vossas famílias, ao mesmo tempo que contribuís com vosso trabalho para o seu sustento, prestai vossa ajuda também à obra de vossas mulheres no cumprimento da santa e elevada – e não raras vezes fatigosa – missão. Colaborai com elas, com aquela solicitude e afeto que faz um de dois corações, e uma mesma força e um mesmo amor. Mas sobre esta colaboração e seus deveres, e as responsabilidades que derivam também para o marido, teria muito o que dizer, e por isso nos reservamos para vos falar em outras audiências.

Ante vós, recém-casados, que sucedeis a outros grupos semelhantes que vos precederão adiante de nós e por nós foram abençoados, nosso pensamento nos traz à mente o grande dito do Eclesiastes: “Passa uma geração e sucede outra; mas fica sempre a terra”[2]. Assim correm novos séculos, mas Deus não muda; não muda o Evangelho nem o destino do homem para a eternidade; não muda a lei da família; não muda o inefável exemplo da família de Nazaré, grande sol de três sóis, um deles, um dos fulgores mais divinos e mais ardentes que os outros dois que os rodeiam. Olhe aquela modesta e humilde casa, oh pais e mães: contemplai Aquele que se cria “filho do carpinteiro”[3], nascido do Espírito Santo e da Virgem escrava do Senhor; e conforta-os nos sacrifícios e nos trabalhos da vida; ajoelhai-vos ante eles como crianças; invocai-os, suplicai-lhes; e aprendei deles como as contrariedades da vida familiar não humilham, e sim exaltam; como não fazem ao homem nem a mulher menores para o céu, e sim que valem uma felicidade, que em vão se busca entre as comodidades deste mundo, onde tudo é efêmero e fugaz.

Terminaremos nossas palavras elevando à Santa Família de Nazaré uma ardente súplica por todos e cada um de vossos lares, para que vós, queridos filhos e filhas, cumprais vosso oficio à imitação de Maria e de José, e assim possais educar e fazer crescer aqueles pequenos cristãos, membros vivos de Cristo, que estão destinados a gozar convosco um dia a eterna bem-aventurança do céu.


É o que pedimos ao Mestre divino, enquanto com todo o coração vos damos nossa paterna benção apostólica.

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Tradução não oficial do discurso em espanhol.


Fonte: Moda e Modéstia

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[1]Eclo XXVI, 16-21.
[2]Eccles. I, 4.
[3]Mt. XIII, 55. 107

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Testemunho: O nascimento de uma mãe!

A história de como Deus foi me preparando para o grande dia em que realizaria a minha maior vocação: Ser Mãe.

Dia 20 de setembro de 2008, (dois meses antes de eu completar 23 anos, e um mês antes do Ronald completar 26 anos) depois de 8 meses de preparação, e de 2 anos e 3 meses de namoro nos casamos na Igreja Matriz, tendo como celebrante o Pe. Valmor Della Giustina. Sendo o Casamento marcado para às 17:00hs, se bem que a cabeleireira atrasou e só pude dizer o SIM às 18:00 hs, quando o sino da Igreja Matriz tocou, bem no hora do ângelus, como que celebrando conosco.

Em setembro de 2009, quando completamos 1 ano de casados, decidimos que estava na hora de termos o nosso primeiro filho.(Eu queria nesta época que meu primeiro filho fosse um MENINO). 

Eu tinha ovários policísticos, por isso não tinha ciclos regulares, sendo que alguns eram de até 90 dias, a cada mês que passava era uma expectativa muito grande de poder estar grávida.

No dia 22 de abril 2010, depois de 6 meses tentando engravidar, resolvi  procurar uma ginecologista, ela pediu um exame de espermograma e me mandou voltar 12 a 14 dias depois de qualquer sangramento. Então, falei com meu Esposo Ronald sobre o exame e ele me explicou que o mesmo é anti-moral, pois seria necessário ofender à castidade conjugal, por meio do pecado da masturbação, veja abaixo o que nos ensina a Igreja, por meio do CIC(Catecismo da Igreja Católica): 

AS OFENSAS À CASTIDADE 

CIC 2352: Por masturbação se deve entender a excitação voluntária dos órgãos genitais, a fim de conseguir um prazer venéreo. "Na linha de uma tradição constante, tanto o magistério da Igreja como o senso moral dos fiéis afirmaram sem hesitação que a masturbação é um ato intrínseca e gravemente desordenado." Qualquer que seja o motivo, o uso deliberado da faculdade sexual fora das relações conjugais normais contradiz sua finalidade. Aí o prazer sexual é buscado fora da "relação sexual exigida pela ordem moral, que realiza, no contexto de um amor verdadeiro, o sentido integral da doação mútua e da procriação humana".

Com isso, achamos melhor não fazer o exame, já que a técnica e a moral devem andar juntas, “O progresso será verdadeiro somente se servir à pessoa humana e se a própria pessoa humana crescer; e se esta crescer não apenas em seu poder técnico, mas também em sua capacidade moral.”(Papa Bento XVI – Techo da entrevista, em Gastel Gandolfo com jornalistas da Rádio Vaticana e das emissoras Bayerischer Rundfunk, ZDF e Deutsche Welle 5-Ago-2006).  

Por isso decidimos que era melhor aguardar um tempo, para que eu pudesse naturalmente engravidar, caso este tempo fosse se prolongando, seria possível concluir que a fertilidade de meu esposo estaria com algum problema. Para nós era melhor perder a chance de ter um filho, do que ter que ceder a uma medicina anti-moral, cometendo o pecado da masturbação.  Estávamos então decididos , em adotar uma criança, fazendo somente a vontade de Deus.

Neste meio tempo antes de voltar na médica, estava acontecendo na Igreja o Cerco de Jericó (7 dias e 7 noites de adoração, tendo 4 missas por dia), fui em todas as missas das 6:00 h. E em alguns momentos de adoração, pedia para Jesus a graça da Maternidade. Foi então, quando em uma das missas da noite (Missa de cura interior), quando estava ouvindo pela rádio e o Padre Antonio Madeira falou, que tinham pessoas que precisavam de cura interior, por terem sido rejeitadas no ventre materno, por que os seus pais queriam um MENINO, mas era UMA MENINA. 

Então eu chorei muito e pedi perdão a Deus, porque até aquele momento eu estava sonhando, desejando ter um MENINO, por conta dos traumas que eu tinha em relação a meninas, as quais eu tinha convivido, e que eram quase todas falsas, sendo que algumas até haviam traído minha amizade. 

Eu estava arrependida de querer escolher o sexo do bebê e senti que deveria completar este arrependimento através de uma boa confissão individual (antes disso não gostava de me confessar). Comecei fazer meu exame de consciência e fui anotando todos os pecados que eu tinha lembrança, me dirigi até o padre e me confessei, tudo foi bem tranqüilo.

O engraçado é que depois desta primeira confissão eu sentia no meu coração que Deus queria mais, Ele queria me curar por completo de todos os pecados, mas também de todos os traumas antes de me tornar uma mãe, então me confessei e desabafei meus traumas para o Sacerdote pelo menos uma vez por semana naquele mês de maio. 

Eu me confessava numa semana, depois o Espírito Santo ia me fazendo lembrar outros pecados veniais que eu havia cometido. Era como se eu fosse limpando o meu consciente, contando os pecados para o Sacerdote. E o Espírito Santo fosse mandando as sujeiras que estavam escondidas no inconsciente para o consciente, e assim eu fui me purificando para receber o filho ou a filha que Deus tinha para mim.

Continua......................