quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Quantos filhos você pretende ter?



Desde que que eu era criança ouvia perguntas do tipo “Com quantos anos você pretende se casar? Quantos filhos pretende ter? ”. E eu me lembro que com 10 anos eu pensava em ter  4 filhos, dois meninos e duas meninas para um fazer companhia ao outro...

O tempo foi passando e com 15 anos eu pensava em ter apenas um filho e nem me casar, já havia aprendido NA ESCOLA, sobre casamento e geração de filhos e sobre o quanto daria trabalho, despesa e perca de tempo a criação de filhos. O engraçado é que eles (na escola) nos ensinam tudo isso com a desculpa de nos proteger contra gravidez na adolescência e doenças sexualmente transmissíveis.

Porém quando me casei, com 22 anos, minha intenção era de ter dois filhos (Apesar de ter dito no dia do casamento, no altar, SIM vou receber todos os filhos que Deus me enviar). Eu havia planejado assim: "Terei primeiro um menino e quatro anos depois uma menina". Como fizemos planos tão mesquinhos, eu queria escolher não somente o número de filhos mas também a data que eles nasceriam e a ordem dos sexos...

Quando completamos um ano de casados pensamos ‘Agora estamos preparados para ter nosso primeiro filho’, mas como eu tinha ovários policísticos, meus ciclos eram muito longos, e foi neste momento que descobri o Método de Ovulação Billings (.MOB ).
Passaram alguns meses tentando engravidar e nada...diante da possibilidade de infertilidade, Deus foi abrindo meu coração para os filhos que Ele quisesse me dar, mesmo que fosse por adoção, pensamos nesta possibilidade também...

Quando engravidei, precisava ainda me converter e me curar da obsessão de ter primeiro um menino, e foi através de uma homilia de um padre no cerco de Jericó em que ele falava sobre o quanto de mal faz para a criança no ventre materno os pais ficarem polarizando qual sexo querem que tenha a criança. Eu chorei e pensei ‘o que eu estou fazendo’. Procurei um sacerdote me confessei e tive realmente uma grande cura emocional. Tomei consciência de que meu bloqueio contra meninas era porque havia tido muitas decepções com meninas.

Planejamos o segundo filho nascer quando a primeira tivesse dois anos e assim foi... o terceiro dois anos e meio depois e a quarta, novamente uma menina, um ano e meio depois do terceiro. Agora o meu desejo de quando tinha dez anos estava realizado.

Até o terceiro filho ainda usávamos o Método Billings para espaçar as gestações, mas depois fomos nos convertendo mais, fiz a leitura do livro "O amor que da vida" E DECIDIMOS ESTAR DEFINITIVAMENTE ABERTOS A VIDA...
Hoje nosso pensamento é: "Queremos ter quantos filhos Deus quiser", aos olhos do mundo isso pode parecer loucura, mas para Deus é sabedoria.

Senti vontade de escrever este texto por que esta semana fiquei triste por NÃO estar grávida como pensava...Minha caçula está com dois anos e meio, seria minha quinta gestação, mas não foi desta vez.

É UMA ALEGRIA muito grande cada gestação, cada filho que nasce. Eles são realmente meu maior tesouro, é o que temos de maior importância.

“VAMOS POVOAR O CÉU”
Sagrada família de Nazaré, Nossa família vossa é.
01-10-2019
Dia de santa Terezinha do menino Jesus.

sábado, 15 de dezembro de 2018

Oração de uma esposa e mãe¹


                          http://www.aascj.org.br/home/wp-content/uploads/2012/05/familia-catolica.jpg²

Ó Maria, Virgem puríssima e sem mácula, casta Esposa de São José, Mãe terníssima de Jesus, perfeito modelo das esposas e das mães, cheia de respeito e de confiança, a Vós recorro e com os sentimentos da veneração, a mais profunda, me prostro a vossos pés e imploro o vosso socorro. Vede, ó puríssima Maria, vede as minhas necessidades, e as da minha família, atendei aos desejos do meu coração, pois é ao vosso tão terno e tão bom, que os entrego. 

Espero que, pela vossa intercessão, alcançarei de Jesus a graça de cumprir, como devo, as obrigações de esposa e de mãe. Alcançai-me o santo temor de Deus, o amor do trabalho e das boas obras, das coisas santas e da oração, a doçura, a paciência, a sabedoria, enfim todas as virtudes que o Apóstolo recomenda às mulheres cristãs, e que fazem a felicidade e ornamento das famílias.

Ensinai-me a honrar meu marido, como Vós honrastes a São José, e como a Igreja honra a Jesus Cristo; que ele ache em mim a esposa segundo o seu coração; que a união santa, que contraímos sobre a terra, subsista eternamente no Céu. Protegei meu marido, dirigi-o no caminho do bem e da justiça; pois tão cara como a minha me é a sua felicidade.

 Encomendo também ao vosso materno Coração os meus pobres filhos. Sede a sua Mãe, inclinai o seu coração à piedade; não permitais que se afastem do caminho da virtude, tornai-os felizes, e fazei com que depois da nossa morte se lembrem de seu pai e de sua mãe e roguem a Deus por eles, honrando a sua memória com as suas virtudes. Terna Mãe, tornai-os piedosos, caritativos e sempre bons cristãos, para que a sua vida, cheia de boas obras, seja coroada por uma santa morte.

 Fazei, ó Maria, com que um dia nos achemos reunidos no Céu, e ali possamos contemplar a vossa glória, celebrar os vossos benefícios, gozar de vosso amor e louvar eternamente o vosso amado Filho, Jesus Cristo, Senhor nosso.
 Amém.

1-http://www.arautos.org 

 2-Origem da imagem.

sábado, 27 de maio de 2017

Relato do parto da Maria Cecília


Pouco mais de duas horas de trabalho de parto.

Acordei as 1h50m do dia 21 de Maio,domingo, com cólicas e dor nas costas e estava com vontade de fazer o "nº 2", fui no banheiro e depois me lavei de cócoras com uma duchinha de água quente. Percebi que já eram contrações que tinham começado, estavam ainda irregulares uma em 8m depois em 2m porém doloridas, aguardei um pouco para ver se iam passar e então falei para o meu marido, ele já se levantou e foi se preparando para irmos para o hospital, São Donato,que fica cerca de 1h e 20m da minha casa se o transito estiver bom...

Meu marido ligou pra minha sogra vir ficar com as crianças e eu comecei a me preparar porque as contrações embora irregulares estavam mais próximas de 3 a 5 min e mais fortes.Depois que ela chegou me deu vontade de ir novamente no banheiro aí ela se preocupou e disse que se eu já estava com vontade de fazer força é por que ia nascer logo.

Até eu sair de casa já estavam contrações de 3 em 3 minutos durando em media 1 minuto. Minha sogra nos aconselhou de chegar no hospital mais próximo que ficava 30 minutos da minha casa. Nós havíamos escolhido o mais longe que era o de referencia para minha cidade, porque o daqui esta com a maternidade fechada. Havíamos visitado os dois e o mais de perto não era do tipo “humanizado”, apesar de eu ter sido bem atendida nos dois hospitais ,no mais perto eu só seria aceita se tivesse mais de 4 cm de dilatação e ainda final de semana não teria médico e alguns procedimentos que eu não queria já eram de rotina.

Saímos de casa com a intenção de irmos ao hospital de mais longe mas fiquei com medo do bebê acabar nascendo no caminho e também estava muito desconfortável estar em trabalho de parto sentada no carro, decidimos então chegar no hospital mais próximo mesmo com todos os pontos negativos.
Na verdade o que queríamos mesmo é ter feito o parto em casa. Durante nossa pesquisa conhecemos as "Parteiras do Sul", três enfermeiras obstetras que atendiam em casa.

Chegando no hospital fomos atendidos por uma técnica de enfermagem, ela nos disse que não tinha médico, que devíamos ter ido no hospital de nossa cidade, que eles teriam nos levado de ambulância para o hospital de referência...íamos então voltar para o carro e continuar a viagem, mas aí Ela disse espere, deixe eu te avaliar para ver se da tempo de você ir, não posso deixá-la assim.

A enfermeira fez toque e disse que estava com mais de 7 cm e que ela mesma poderia me atender se eu quisesse por que provavelmente não daria tempo de chegar no outro hospital. Ela chamou o médico que estava de plantão (clínico geral), explicou pra ele minha situação e perguntou se ele assumia junto com ela meu atendimento. Ele se tremeu, ficou nervoso, sem palavras. A enfermeira disse “eu sei fazer, pra mim é tranquilo” mas que precisava do consentimento dele.Que situação hein, precisei intervir, disse que ele podia ficar tranquilo que eu já estava acostumada em ser atendida por enfermeiras, que em nenhum dos meus outros partos tive assistência de médicos. Meu marido completou com “VAI DAR TUDO CERTO”.

Me deu vontade de fazer xixi, depois descemos eu , meu marido e a enfermeira até a sala de parto, que era bem pequena, tinha uma cama, um banheiro sem chuveiro, uma cama e uma cadeira daquelas pra mulher ficar em posição ginecológica.

A enfermeira me mandou tirar toda roupa e colocar uma do hospital, enquanto isso ela preparou o material em cima da cama em uma bandeja. Depois me pediu para subir naquela cadeira e ficar naquela posição horrível, eu não queria mais toque nenhum, mas deixei só para não ter que discutir. Estava agora com 9 cm, bebê já bem embaixo, batimentos do coração normal. Ela não conseguiu sentira presença do líquido e me perguntou se eu já tinha perdido líquido aos poucos. Eu  não tinha perdido nada de líquido, nem mesmo o tampão, apenas tive um corrimento branco uns três dias atrás e um fiozinho de sangue ante de vir para o hospital.
Foi então que ela me mandou fazer força, mas eu disse que NÃO, que eu queria sair daquela cadeira e caminhar esperando para fazer força a hora que eu sentisse meu corpo me pedindo...

Ela me respondeu mas eu acho que teu bebê está precisando que você de uma ajudinha pra ele nascer...EU QUERO DESCER, NESTA POSIÇÃO ESTA DOENDO MAIS...sai dali e continuei caminhando, o espaço era muito pequeno, pedi se ela tinha uma bola para eu sentar, para aliviar a dor nas costas. Na hora da contração ficava de cócoras apoiada na cama, o que eu queria era subir na cama e ficar um pouco de 4 apoios, deitar um pouco, mas a cama estava ocupada com os materiais que Ela preparou.

A enfermeira pediu para o meu marido subir na portaria pra assinar minha entrada, depois que ele saiu, ela começou a me perguntar um monte de coisas(nome, endereço,telefone,tipo sanguíneo etc)um pouco eu respondi mas depois aquilo começou a ser fonte de estresse pra mim e disse pra ela perguntar pro meu marido.

Me deu vontade de fazer xixi novamente e a dor nas costas tinha aumentado bastante, tinha vontade de fazer força mas não conseguia, parecia que estava tudo trancado e se fizesse força apenas iria sair xixi, então sentei no vaso tentando fazer xixi mas também não conseguia. Fiz uma  força enorme e senti um jato só de liquido como que esguichado de uma seringa de uma só vez.

A enfermeira me fez subir na cadeira e disse “Agora você vai ter que ficar aqui”. Meu marido chegou na porta e ela disse para ele subir novamente chamar a outra enfermeira. Eu não queria que meu marido ficasse tanto tempo longe de mim. Mandou-me fazer força fiz e senti o bebê coroando, vi a cabecinha saindo, fiz mais uma força bem longa e ela nasceu primeiro no seco, e o líquido saiu depois dela. O cordão umbilical me pareceu tão grande e grosso.

 Pedi para ela colocar o bebê sobre mim e esperar um pouco pra cortar o cordão, mas ela não queria fazer isso, deixou só um pouquinho, disse que era frio para o bebê e que precisava tirar a placenta antes que o útero se contraísse. Ficou até estressada comigo.

Bom o parto não foi como eu tinha planejado mas graças a Deus deu tudo certo. A Maria Cecília nasceu dia 21 de maio, as 4:10h, perímetro cefálico 34, com 3120kg e 51 cm de comprimento, sua nota foi 9 e 10. Trabalho de parto de 2horas e 20minutos.

Nossa Senhora do bom parto: rogai por nós.

* Dias depois percebi que além do trabalho de parto eu estava expelindo uma pedrinha do rim no mesmo momento. 



quinta-feira, 24 de novembro de 2016

PORQUE OS BEBÊS CHORAM TANTO?


Principais causas e soluções para o choro do bebê baseada na minha própria experiência como mãe.

Os bebês usam o choro para se comunicar. Como eles ainda não possuem o recurso da linguagem, o choro é usado para expressar necessidades como, por exemplo: fome, sono, frio, calor, dor, sede, colo, enfim, tudo será pelo choro. Então cabe a nós pais conhecer nosso bebê para que, a cada dia, consigamos suprir melhor as Suas necessidades e consequentemente nosso filho vai chorar menos.

FOME: O bebê chora quando esta com fome, então monitorem as mamadas para saber se ele esta mamando o suficiente, saiba quantos minutos ele costuma mamar e qual o intervalo entre uma mamada e outra. Porque às vezes a criança usa o peito para dormir e não mama um tempo suficiente então logo depois acorda com fome novamente, é preciso que a criança permaneça acordada todo tempo da mamada.

SONO: O bebê precisa aprender  a dormir sozinho, para isso é necessário que se crie uma ROTINA do sono, ser colocado para dormir sempre da mesma maneira e nos mesmos horários, principalmente o sono da noite. O ideal é que a criança acostume dormir no escuro á noite, a luz deve ir sendo diminuída aos poucos para criança não estranhar, deixando somente a mínima luz possível.
NÃO EMBALE O BEBÊ PARA FAZER DORMIR por que cada vez que ele acordar vai querer ser embalado para conseguir dormir novamente. Às vezes será preciso que você realmente pegue no colo, mas deve ser somente para acalmar o bebê e resolver outras possíveis causas do choro (estava precisando rotar, por exemplo), mas se neste momento for somente o choro mesmo, assim que acalmar coloque-o no berço novamente. Teve vezes que eu tive que pegar meu filho no colo e coloca-lo no berço novamente umas 7 vezes.Vale muito a pena passar um pouquinho de trabalho para ensina-lo a dormir sozinho, por que depois que  passa a fase das mamadas da noite o bebê dorme a noite inteira.( o meu dorme 11 horas direto).

REFLUXO: Não embalar, principalmente quando a criança está com o estomago cheio. Para dormir usar um travesseiro anti refluxo, para que a cabeça fique sempre mais elevada do que altura do bumbum da criança. Monitorar as mamadas, calculando quanto a criança mama e qual o intervalo entre uma mamada e outra, para descartar a possibilidade de o bebê estar mamando muito; mamando para dormir por exemplo.

FRIO OU CALOR: Sinta a barriguinha do bebê, a mão por ser mais periférica pode estar fria mesmo quando a criança não esta sentindo frio.Quando eles estão com frio acabam fazendo mais xixi, as vezes ficam com os lábios roxo.O bebê pode também espirrar por estar com frio ENTÃO para acabar com o frio agasalhe melhor o bebê, talvez até ele precise de touca e luvas, aumentar a quantidade de cobertas não resolve porque eles podem acabar se mexendo e o frio entrar ou esquentarem muito (Soluço NÃO é sintoma de frio). Quando estão com calor a barriguinha também fica bem quente e também podem suar bastante podendo molhar até o travesseiro.
SEDE: Bebês que mamam exclusivamente no peito não precisam de mais nenhum líquido, porém depois dos seis meses deve-se iniciar o alimento sólido então também a água é muito necessária, se tiver faltando líquido o bebê pode ficar ressequido. Ofereça água, varias vezes, nos intervalos das refeições.

COLO: O bebê pode estar precisando de afeto pode estar se sentindo inseguro, por exemplo, quando há mudança na rotina. Procure colocar o bebê de frente para ti encostado o corpo dele no seu, fique calma e passe segurança para ele. Você é o “porto seguro” do seu bebê.

SUJO: Alguns bebês choram quando estão com a fralda suja, principalmente se tem assaduras. Por isso a fralda deve ser sempre verificada.

Espero ter ajudado um pouco, principalmente as mamães de “primeira viagem”. A nossa primeira filha chorou bastante, mas depois fomos entendendo o motivo de cada choro, então o segundo filho não chorou quase nada. Está quase sempre assim nosso terceiro bebê:

Deus os abençoe!
Com carinho mamãe Vivi.

sábado, 28 de novembro de 2015

Relato parto do José Mathias


Durante quase toda gravidez eu não fiquei muito atenta ao que estava acontecendo no meu corpo, mais um bebe que estava sendo formado no meu ventre, pois o meu pai estava com câncer já bem avançado e toda a minha atenção era pra ele. Durante A gestação da ELENA E DO TOBIAS, eu tirava foto e até filmava mês a mês, conversava bastante com eles ainda dentro de mim, mas desta vez só fui me dar conta que estava grávida depois que meu pai faleceu, foram dias de grande tristeza e lagrimas...que SAUDADE DO MEU PAI.
O primeiro sinal de que o dia do parto se aproximava aconteceu exatamente 1 mês antes do nascimento, dia 8 de outubro comecei a sentir um pouco de dor na parte baixa da barriga e nas costas, e uma necessidade de me deitar e descansar. Como tenho dois filhos pequenos, liguei para minha sogra para ela vir ficar um pouco com eles para eu descansar. Ela veio e perguntou se não seria bom que eu fosse ao hospital, mas eu não quis, por que eu só iria para o hospital quando tivesse certeza que estava em trabalho de parto.

Depois deste dia comecei a sentir de vez em quando as contrações de treinamento, minha barriga ficava dura um pouco depois voltava ao normal, mas foi somente na manhã do dia 4 que  passei a sentir dor leve  na virilha e no quadril, minha barriga ficou mais baixa e o bebe me parecia mais pesado, acho que Foi neste dia que ele encaixou.

No dia 6 de novembro tive minha ultima consulta do pré-natal (minha mãe estava torcendo que nascesse neste dia porque meus dois filhos nasceram no dia 6). Pela data da ultima menstruação eu estava, no dia da consulta com 39 sem e 5 dias e de acordo como ultrassom 38 sem e 5 dias. A médica examinou minha barriga e disse que o bebe estava encaixado e na posição perfeita para nascer, provavelmente nasceria naquele final de semana. Então o médico e a médica queriam fazer “toque”, mas eu não deixei, pois é desnecessário durante as consultas e Pode inclusive dar inicio no trabalho de parto antes da hora (descolamento de membranas), fazendo com que o tempo de dor seja maior ou até mesmo acabe em cesárea por “falta de dilatação”. Eu havia decidido que só iria fazer toque quando já estivesse em trabalho de parto, somente para saber como eu cheguei ao hospital.

As 4h e 30 min do dia 7 de novembro, sábado,  acordei para ir ao banheiro e estava tendo contrações bem leves , então fiquei monitorando o tempo entre um contração e outra pra ver se eram contrações verdadeiras , mas eram fracas , irregulares e aliviavam mudando de posição , fiquei tendo estas contrações de treinamento até as 6h e 30 m, quando meu marido acordou. Varias vezes durante este dia senti a barriga ficar dura e logo depois voltar ao normal. E quando era  16 H e 30m fui ao banheiro e percebi um muco marrom, mas bem pouquinho. Avisei meu marido e minha sogra, por que ela viria ficar com as crianças quando fossemos ao hospital. Na opinião dela eu já teria ido naquele momento, mas eu não quis, pois ainda não estava tendo contrações.

Então ela achou melhor vir dormir na nossa casa, para que se eu fosse ao hospital de noite ela já estaria aqui. Ela não dormiu quase a noite toda, estava mais preocupada e ansiosa do que eu, depois ela me contou que rezou pedindo a intercessão de SÃO JOSÉ para que eu me acordasse quando chegasse a hora. E aconteceu, 3 horas da madrugada acordei com meu filho de 2 anos e meio me chamando, esperei um pouco pra ver se ele ia chamar de novo ou estava apenas sonhando, Ele não voltou a chamar, Mas eu despertei e percebi que as contrações haviam começado, peguei o celular para monitorar o intervalo entre as contrações , estava dando 1 contração a cada 10 minutos, esperei ainda pela 4ª contração para depois chamar meu marido. Saímos de casa eram 4 horas, e passando 10 minutos não deu outra contração, então fomos mais devagar com a  intenção de só entrar no hospital quando tivéssemos certeza que eu estava realmente em trabalho de parto, mais 5 minutos e deu outra contração agora um pouco mais dolorida.

Chegamos ao hospital 04h20min, a atendente disse que era o terceiro parto e eu pensei que ela estava falando de mim, mas na verdade era o terceiro parto naquela noite no hospital. A enfermeira examinou minha barriga, minha pressão arterial e fez o toque (muito desconfortável) e disse para a outra enfermeira que estava médio  e apenas 1,5 cm de dilatação, ainda iria demorar, perguntaram se eu morava perto poderia ir pra casa.  Graças a Deus  que no inicio do ano havíamos nos mudado para o interior,  e eu disse que a minha 1ª filha foi 2 horas de trabalho e parto, a enfermeira achou que desta vez seria diferente, mas mesmo assim me internaram, fui encaminhada para um quarto onde já havia outra moça que tinha ganhado a bebê LARISSA naquela noite.

Fiquei ainda com minha roupa normal e comecei a andar pelo corredor indo e vindo na frente do meu quarto, meu marido monitorando o tempo entre uma contração e outra, e nós dois rezando o terço da Santa Teresinha. A cada contração eu me abaixava e ficava de cócoras. Senti vontade de ir no banheiro fazer o numero  “dois”, e aproveitei para tomar um banho quente, a água quente ajudou eu relaxar e controlar melhor a dor. Coloquei a roupa de hospital, mas com parte da minha por cima por que estava frio.

Sentei-me um pouco numa cadeira dentro do quarto, e a moça falou: “Nossa como tu és forte”.

Voltei a caminhar no corredor e ficava de cócoras na hora das contrações, estavam agora a cada 2 minutos. Quando eram 6 horas a enfermeira veio perguntar como estava, se eu havia sentido o bebê descer mais, eu não havia percebido nada, apenas o tempo entre as contrações. (na verdade o bebê não desceu mais por que já estava bem em baixo). Ela disse que viria fazer “toque” às 6h e 30m. Eu não queria toque nenhum, por que tinha medo que ela dissesse que estava apenas 3 ou 4 cm e iria mesmo demorar,  eu ficaria então nervosa e atrapalharia o trabalho de parto.

Quando era quase 6h e 30m, resolvi que iria me deitar um pouco  para descansar, pois estava andando desde as 4h e 30m. Subi a escadinha para a cama, quando estava em cima da cama de joelhos deu outra contração desta vês bem forte me inclinei para frente até passar a dor mas deu outra contração em seguida. Meu marido perguntou o que eu queria que ele fizesse, eu respondi que queria que o bebe nascesse logo, e que o Tobias na 3ª contração igual aquela tinha nascido, só acabei de dizer isso e a bolsa estourou. Meu marido apertou a campainha para chamar a enfermeira, a sogra da moça que estava na outra cama saio chamar  enfermeira. A enfermeira chegou e me forçou a virar de barriga para cima, mas nisso já estava junto com a dor a necessidade de fazer força, assim que estourou a bolsa já comecei a sentir necessidade de fazer força, foi tudo muito rápido. Ela me deixou sozinha e foi chamar o médico, que estava esperando na sala de parto, quando eles retornaram o bebe  já estava sobre a cama, já tinha nascido com eu sozinha, quanta emoção eu senti mas desta vez também vi meu filho nascendo, foram  4 forças  uma ele desceu, outra saiu a cabeça ,outra o corpo e por ultimo as perninhas. As 6h e 30 m do dia 08 de novembro, nasceu O José Mathias já  com fome, quando o colocaram sobre mim ele já estava procurando mama. O médico e a enfermeira chegaram para cortar o cordão e tirar a placenta. A enfermeira girava o cordão tentando tirar a placenta, mas não saía, então perguntei se era para eu fazer força para ajudar, mas o médico disse que não, porém como a placenta não estava saindo, o médico tentou ele tirar e eu fiz uma pequena força e a placenta saiu.

Depois que a placenta saiu, voltou a me dar cólicas muito fortes e ter um sangramento abundante, foi me aplicado 2 injeções e dado um comprimido para dor. Mas graças a Deus a dor passou, meu filho nasceu saudável com 3100kg, 50cm notas 8 e 9. Quando eram 8:00h eu já estava ótima amamentando meu filho com o colostro.

Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo.
Para sempre seja louvado
 

sábado, 9 de maio de 2015

(Mães) Doutoras na arte de tornar vida melhor


Certo dia , uma mulher chamada Ana, foi renova sua carteira de habilitação.Quando lhe perguntarão qual era sua profissão ela hesitou.Não sabia bem como se classificar.O funcionário insistiu:

- O que eu pergunto é se tem uma ocupação, um trabalho?

-Claro que tenho um trabalho! Sou MÃE.

-Nós não consideramos isso um trabalho. Vou por “dona de casa”, disse o funcionário friamente.

Uma amiga de Ana, Marta, soube do que se passara e ,durante algum tempo,meditou o assunto,num determinado dia encontrou-se em situação idêntica.A pessoa que a atendeu era uma funcionaria de carreira,segura,eficiente.A primeira pergunta foi:

-Qual é sua ocupação?

Marta pensou um poço e sem saber bem como, respondeu:

-Sou doutora em desenvolvimento infantil e em relações humanas.

A funcionária fez um ar de estupefação e Marta repetiu palavra por palavra, a sua afirmação. Depois de ter anotado tudo, a jovem ousou perguntar?

-Posso saber o que é que a senhora faz exatamente?

Sem qualquer hesitação, em tom firme, com muita calma, Marta explicou:

-Desenvolvo um programa a longo prazo, dentro e fora de casa. Sou responsável por uma equipe e já recebi quatro projetos. Trabalho em regime de dedicação exclusiva. O grau de exigência é d 14 horas por dia, às vezes até mesmo 24 horas.

Á medida que ia descrevendo suas responsabilidades, Marta notou um crescente tom de respeito na voz da funcionaria, que preencheu todo o formulário com os dados fornecidos.

Quando regressou a casa, Marta foi recebida pela sua equipe: três meninas uma de 13 ,outra de 7, outra de 3 anos.Subindo ao andar de cima da casa,ouviu o seu mais jovem projeto:Um bebe de 6 meses, testando um novo tom de voz.Feliz, Marta tomou o bebe nos braços e pensou na gloria da maternidade, suas múltiplas responsabilidades e horas intermináveis de dedicação...

-Mãe, onde estão os meus sapatos? Mãe ajuda-me a fazer os deveres? Mãe o bebe não para  de chorar.Mãe, vais buscar-me á escola?Mãe, vais a minha aula de dança?Mãe compra-me...? MÃE...

Sentada na cama Marta pensou:

-Se ela era doutora em desenvolvimento infantil e em relações humanas, o que seriam as avós?

E logo descobriu um titulo para elas: Doutora sênior em desenvolvimento infantil e relações humanas. As bisavós, doutoras executivas-sênior. As tias, doutoras-assistentes. E todas as mulheres, mães, esposas, amigas e companheiras: doutoras na arte de tornar a vida melhor.

(Livro da família, livraria e editora Padre Réus)
Obs.:Está a caminho meu mais novo "projeto". Final no ano ele ou ela chega por aqui.
ME SENTINDO MUITO FELIZ...

sábado, 20 de setembro de 2014

A nossa historia de amor_6 anos de casados

Conheci meu marido Quando tinha 20 anos,neste dia apenas dancemos juntos, não me senti atraída por ele, pensei que ele tivesse uns 16 anos. Passou alguns meses nos encontramos novamente aí já surgiu o interesse dele por mim, mas eu nada. Por graça de Deus tínhamos uma amiga em comum então pude conhece -lo um pouco mais E SOMENTE 8 meses depois da primeira vez que o vi foi que começamos a namorar.

Eu tinha um diário onde eu havia escrito  como eu queria que fosse meu futuro  namorado, entre tantas coisas eu escrevi que ele não devia fumar nem beber e ser fiel, que tivesse auto estima elevado, não fosse tímido ,falasse  bastante e soubesse também me ouvir e me entender,que fosse inteligente, gostasse de ler,dançar e de ir na missa...a lista era grande que enchia uma folha de caderno.

Começamos a namorar, Fomos nos conhecendo, conversávamos muito, mais do que  beijo tinha muito diálogo. É fundamental para a vida do casal que um conheça a história do outro. Ele a cada dia ia se revelando mais parecido com aquele ideal de namorado que eu queria, mas aí surgiu um problema: EU NÃO ESTAVA APAIXONADA.

Comecei a pensar que não gostava dele, que estava apenas curtindo os momentos bons que ele me proporcionava, comecei a pensar que ele era bonzinho demais pra mim, perfeito demais. Fui falar com ele disposta até mesmo terminar o namoro, abri meu coração,  falei tudo o que eu estava pensando e sentindo. Ele me falou que o AMOR é uma decisão, que não era pra eu me preocupar se não estava apaixonada, ele também não estava comigo por estar apaixonado, ele havia me  escolhido de maneira racional.

Ele me falava de Jesus, dos Santos , das aparições de Nossa Senhora, Jesus Eucarístico, mas a minha fé estava como que adormecida , eu não conhecia praticamente nada da nossa religião. Eu não conhecia o tesouro que é a nossa Igreja. Agora eu amo estudar o catecismo, ler a história dos Santos, As histórias Bíblicas.

Até que um dia em minha casa dei meu caderno de recordações pra ele assinar (um caderno com perguntas e no final a pessoa deixa uma mensagem.) Ele escreveu que Deus existe e é muito bom e uma prova da bênção de Deus é que ele fez a novena das mão ensanguentadas e no ultimo dia da novena eu entrei na vida dele.

Aquelas palavras me tocaram tanto que eu me senti responsável por ele, eu não queria magoa-lo, pedi para ele aquela novena e comecei reza-la, (eu nunca havia feito nenhuma novena) e sabe qual era meu pedido? Eu queria amar meu namorado de verdade. E no primeiro dia daquela novena era uma oração em que pedia a FÉ, eu chorei tanto fazendo aquele primeiro dia de novena, pois foi neste dia que Deus me fez entender que o que me faltava era a FÉ. Deus era o único capaz de preencher meu coração. A partir daquele dia Deus foi preenchendo em mim aquele vazio que eu sentia.

Foi durante o namoro que eu aprendi amar, eu realmente o elegi como meu marido e também fui escolhida racionalmente por ele. Conversávamos bastante durante o namoro (e sempre), pois conversando FOMOS nos conhecemos por dentro. Nunca terminamos o dia estando brigados.

Durante o namoro ele me deu um livro chamado “Sereis uma só carne” do professor Felipe Aquino, entre muitas coisas falava sobre o homem ser cabeça da família e a mulher o coração. O namoro é uma preparação para o casamento, já no namoro conversávamos sobre como seria nossa vida depois de casados, decidimos que eu trabalharia fora somente até a chegada dos filhos, depois me dedicaria integralmente em ser mãe, esposa, e dona de casa.

Já desde o namoro, o Ronald  me cobrava sobre minha maneira de vestir, uma vez eu já sabendo que ele não gostava que eu usasse roupa curta pedi para minha mãe fazer uma bermuda mais comprida para eu ir no carnaval. Porem quando cheguei na frente dele com aquela bermuda, ele falou que se eu fosse com aquela bermuda podia ir sozinha, e agora o que fazer, para mim estava comprida mas ele achava curta...Eu pensei comigo com a roupa que eu visto quem eu devo agradar meu namorado ou os outros? Então tirei a bermuda  e coloquei uma capri.

Fui aos poucos mudando minha maneira de vestir, comecei eliminando o decote,depois comecei usar blusas mais compridas e menos coladas,depois acrescentei mangas nas blusas, bermudas até o joelhos e calças não tão coladas. Até que durante a gravidez da Elena comecei usar vestidos,mas ainda tinha calças no meu guarda roupas .Foi quando encontrei o blog www.mulhercatolica.org me animei mais em abandonar definitivamente o jeans. O primeiro artigo que encontrei foi este”roupa de missa decoro na casa de Deus”. Depois conheci o apostolado moda e modéstia e o blog teus vestidos vi que tinha modelos de saias e vestidos modestos muito lindos e que também era vontade de Deus que as mulheres e meninas devotas de nossa Senhora fossem Marianas também na maneira de se vestir.

Ele me pediu oficialmente em casamento dia 31 de janeiro de 2008, eu disse que SIM tendo a certeza em meu coração que havia escolhido a pessoa certa para me casar e que não importaria o que acontecesse jamais iria me separar.

Foi 2 anos e 3 meses de namoro e Nos casamos, éramos os noivos mais felizes do mundo, no inicio do casamento íamos a festas e bailes, mas depois começamos achar tudo aquilo perca de tempo. Éramos felizes sem precisar de nada de fora para nos distrair.

Nossa dia a dia é muito simples, vamos a missa todo domingo, rezemos o terço quase  todos os dias, procurando colocar sempre Deus no centro de nossas vidas. As musicas que ouvimos e o que vimos na TV é tudo coisas que levam para Deus. Eu limpo a casa, faço pão, o almoço, jantar, bolo, bolacha quando da tempo, fico o dia todo com nossos 2 filhos, eles não vão na creche e é somente o Ronald que trabalha fora.

Procuramos nos confessar regularmente, ler a bíblia, estudar o catecismo e ler livros com historias dos Santos e doutrina da Igreja. Depois do nascimento das crianças está sobrando pouco tempo pra ler, mas ainda da um pouquinho.

Nosso maior desejo para nossos filhos é que eles sejam Santos e nós também precisamos nos converter a cada dia, Nossa meta é o Céu.

Eu sou muito feliz, eu me realizo sendo esposa, mãe e dona de casa. As dificuldades existem, mas a satisfação de poder acompanhar o desenvolvimento dos filhos é muito maior.

Todas as noites a Elena dorme com a gente rezando pra ela, e de manhã eu à acordo cantando.

Ela tem três anos e sabe rezar todas as orações “Pai Nosso”, “Ave Maria”, “Santo Anjo”, “Salve Rainha”, “Jesus Menino” Está aprendendo o Creio.

Ela brinca que é a santa Bernadete viu Nossa Senhora de Lurdes, que é a Lucia dos três pastorzinhos que viram Nossa Senhora de Fátima.

E me faz perguntas do tipo “Quem é Deus mamãe”?

O Tobias  esta aprendendo a falar, já não me chama mais chorando, chama mamãe, é muito bom ouvi-lo me chamando.
Um casamento que da certo começa num namoro onde já ali Deus é colocado no centro.

Eu pensava que felicidade era apenas feito de momento alegres, agradáveis, mas depois que conheci JESUS posso dizer que sou completamente feliz.

Somente Deus pode nos fazer felizes. Mesmo nos momentos de dor, insegurança, tristeza, se temos fé sabemos que não estamos sozinhos e que nossa vida não acaba aqui, JESUS nos prometeu a vida eterna, fomos feitos para o céu.

Nossa  historia está apenas começando. Pretendemos ter ainda mais filhos, com a graça de Deus. Os filhos são a maior prova de amor entre um casal que se ama.

Sagrada família de Nazaré nossa família vossa é!